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Iguatemi: 3 mil guaranís y kaiowas, con sus caras pintadas y armados de arcos, flechas y lanzas ocuparon 4 haciendas y se preparan con rituales de guerra para ocupar otras cinco. Bloquean caminos de acceso (castellano y portugés)

30.12.03

Indígenas invaden estancias en Brasil

SAN PABLO, 29 (ANSA). Casi tres mil indios paraguayos y brasileños, con sus caras pintadas y armados de arcos, flechas y lanzas, invadieron hoy otras dos estancias en el estado de brasileño de Mato Grosso do Sul, en la frontera entre los dos países.

Según informó la Policía Militar de la ciudad de Iguatemi, en el límite con Paraguay, las dos estancias invadidas esta madrugada están situadas a 430 kilómetros de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

De acuerdo con el informe policial, los indios obligaron a los ocupantes de los inmuebles rurales a huir de sus propiedades.

Los indios, de las tribus guaraní y kaiowas, reclaman que las tierras les pertenecen y en los últimos meses han exigido su devolución a las autoridades de ambos países.

Las propiedades rurales invadidas o amenazadas de ocupación están ubicadas en un área de 9.400 hectáreas que, según un relevamiento realizado por la Fundación Nacional del Indio de Brasil es propiedad de los indígenas.

Hasta ahora fueron ocupadas cuatro estancias y otras cinco están cercadas por los indios, que realizan rituales de guerra.

Los líderes indígenas sostienen que esas cinco estancias serán invadidas durante esta semana.

El dueño de una de esas estancias, de 1.698 hectáreas, Pedro Fernandes Souza, afirmó que hizo la denuncia ante la Policía y la justicia brasileñas y aseguró que compró el inmueble hace dos años y medio para alimentar 2.600 cabezas de ganado.

Ocupação de fazendas em Iguatemi ainda sem solução
Terça-feira, 30 de Dezembro de 2003 09:12

Os indígenas que estão ocupando as fazendas São José, antiga Agrolak, e Paloma entre Iguatemi e Japorã ainda permanecem na área, segundo o chefe de Patrimônio do posto da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Amambai, Cleomar Vaz Machado. De acordo com Machado, os indígenas ainda aguardam a posição da Justiça sobre as fazendas, que seriam remanescentes de povos guarani, como apontaria laudo antropológico. O laudo foi elaborado no início de 2001, passou por ajustes em 2002 retornou para pesquisa em outubro deste ano. No mesmo mês, representantes das nações guarani e caiás estiveram em Brasília (DF) solicitando agilidade na reintegração das terras, o que deveria ocorrer até o fim de dezembro. Dia 17, os indígenas decidiram bloquear as estradas de acesso à fazenda São José, que foi invadida no dia 22. Ontem, a fazenda Paloma foi invadida. Conforme Machado, são aproximadamente mil índios no local.

Índios invadem mais uma fazenda entre Iguatemi e Japorã
Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2003 14:11
Fabiana Silvestre

Cerca de 300 índios guarani invadiram no final desta manhã a fazenda Paloma, entre os municípios de Iguatemi e Japorã, a 473 km de Campo Grande. De acordo com o funcionário da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Amambai, Cleomar Vaz Machado, a invasão foi pacífica, sem feridos ou tumulto.
Na propriedade estavam três funcionários, que saíram do local a pedido dos índios. Machado informou que os indígenas não querem negociar, pois alegam que a terra é deles. “Eles disseram que estão lutando pelo futuro dos filhos, para que eles tenham um lugar”, contou.
Segundo o representante da Funai, o relatório antropológico que deve atestar se a terra é ou não indígena está com o antropólogo Fábio Moura. Com o resultado, que deve ser divulgado até o dia 10 de janeiro, Machado espera “melhorar” a negociação com os índios. Estão na fazenda Paloma representantes da Funai, agentes da PF (Polícia Federal) de Naviraí e da PM (Polícia Militar) de Iguatemi e Japorã.
No último dia 22, cerca de mil índios guarani invadiram a fazenda São Jorge, antiga Agrolak, também localizada entre os municípios de Iguatemi e Japorã. Eles permanecem no local.

Cerca de 600 índios bloqueiam estrada no Sul de MS
Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2003 07:54
Maristela Brunetto

Cerca de 600 guaranis de várias aldeias, entre elas a Porto Lindo, mantém há mais de 24 horas bloqueada estrada vicinal que liga a cidade de Iguatemi, a 474 quilômetros de Campo Grande, ao distrito de Jacareí e a Japorã. Eles deverão ser ouvidos nesta manhã pelo delegado da Funai (Fundação Nacional do Índio) na região e prometem liberar o tráfego.
O protesto começou ontem de madrugada. Nenhum veículo pode passar pela estrada, que é de chão. Há outro acesso, mais distante, por asfalto.
Segundo o sargento da PM em Iguatemi Cláudio Antunes, as Polícias Federal e a Militar estão no local. Não foi registrado nenhum incidente. Ele não soube informar as reivindicações dos índios.
Na região há três aldeias. Japorã tem uma população indígena elevada, com alto índice de suicídios. É a cidade com o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), conforme estudo divulgado em outubro. Foi o segundo levantamento no ano que apontou as condições precárias no município. O Atlas da Exclusão Social no Brasil, divulgado no primeiro semestre, colocou a cidade como um dos cinco municípios em piores condições na região Centro-Oeste.


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